Estresse: quais os riscos para a nossa saúde?

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No dia a dia, você já notou perdas rápidas de memória? À princípio, não achamos que seja algo incomum, mas, na maioria dos casos, ela está relacionada ao acúmulo de estresse. Além desse sintoma, outros, como queda de cabelo, gastrite, osclilação de pressão, também estão associados ao estresse. (1)

Neste texto, vamos abordar sobre os riscos do estresse para a saúde e como reduzir essas ocorrências no dia a dia, influenciando diretamente na sua qualidade de vida. Você irá perceber o quanto fazer atividades que você gosta e que te façam relaxar é importante para levar uma vida mais leve e feliz. (2) 

O que é o estresse e como ele age no nosso corpo?

O estresse é uma reação natural do organismo que surge quando vivenciamos situações de perigo ou ameaça. Quando ocorre, nos coloca em estado de alerta, provocando diversas alterações físicas e emocionais. Trata-se de uma atitude biológica essencial para se adaptar às situações novas, que nem sempre são confortáveis. (3)

Assim que surge a sensação de ameaça ou estresse, o corpo desencadeia uma reação química, muitos a chamam de “luta ou fuga”. O cérebro fica em alerta e produz os hormônios adrenalina e cortisol, provocando uma resposta que aumenta a frequência cardíaca, acelera a respiração, contrai os músculos e aumenta a pressão arterial. (4,5)

Em relação ao segundo hormônio que citamos, o cortisol, todo esse estado de estresse e/ou alerta máximo fazem com que a produção dessa substância nas glândulas suprarrenais seja intensificada. Sendo assim, para agir corretamente, as glândulas precisam desligar certas funções do corpo que podem atrapalhar a nossa sobrevivência. Assim que a crise passa, os sistemas corporais voltam ao normal. (6)

No entanto, o problema acontece quando, por algum motivo, permanecemos em estado de alerta, levando o corpo a funcionar de maneira irregular. Logo surgem os problemas de ansiedade, depressão, dores de cabeça, de concentração e memória, como citado no início do texto. (6)

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No tópico anterior, já mencionamos alguns problemas que podem surgir com a permanência do estado de alerta do corpo, agora, vamos nos aprofundar nos mais comuns. Começando pelo cérebro. 

Os riscos do estresse para o cérebro

Lembra do cortisol? Bom, uma pesquisa realizada por especialistas da UT Health San Antonio, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas de meia-idade com alto nível de cortisol apresentaram menor volume cerebral e problemas de funcionamento cognitivo em comparação com aquelas que tinham um nível “normal”. (6)

Isso significa que pessoas estressadas apresentam mais dificuldades em realizar atividades cognitivas do que as que não estão, em razão do nível elevado de cortisol no organismo. É importante entender ainda que o cérebro é um órgão que requer muita energia, quantidades altas de nutrientes e oxigênio para se manter saudável e funcionar perfeitamente. Quando estamos sobre o efeito do estresse, há menos dessas substâncias chegando no cérebro, prejudicando seu desempenho. (6)

E esse fato tem tudo a ver com as chances de desenvolver doenças neurológicas, como o Alzheimer. Pesquisadores descobriram que problemas como ansiedade, estresse e cansaço podem aumentar em até 40% as chances de ocasionar esses quadros clínicos. Sendo assim, já que a alta produção de cortisol dificulta o desempenho do cérebro, também pode contribuir para a degeneração das funções cerebrais. (7)

O excesso de cortisol no organismo também pode desenvolver resistência na hora de dormir, resultando na insônia. A ausência do sono ou dificuldades para descansar o suficiente, do jeito que o corpo necessita, é uma das primeiras mudanças provocadas por quem está estressado. Isso ocorre porque o cortisol é liberado pelas glândulas suprarrenais para manter um estado de alerta e emitir uma resposta rápida. (1) 

Os riscos do estresse para o coração

Um estudo realizado no Hospital Brigham and Women, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, constatou que mulheres que sofrem estresse no emprego têm maiores riscos de desenvolverem algum evento cardiovascular, como infarto ou derrame cerebral, e cirurgias cardíacas. Nesse estudo foram consideradas mulheres que têm um trabalho muito estressante, que demanda prazos difíceis e estado de tensão contínuo. (8)

O estresse também pode influenciar na hipertensão. Com o aumento dos níveis de adrenalina no corpo e a circulação dela por um tempo prolongado, o coração é estimulado a aumentar o ritmo cardíaco e elevar a pressão arterial. Quando isso acontece, as chances de sofrer doenças cardiovasculares se tornam maiores. (1) 

Não são apenas efeitos internos que o estresse pode provocar, os efeitos também podem aparecem de dentro para fora e serem visíveis em nosso corpo. Saiba mais: 

Envelhecimento precoce

O estresse crônico pode contribuir para o envelhecimento precoce, reagindo não só no organismo, mas, também, na pele. A tensão causada pelo estresse favorece o surgimento de olheiras, rugas e bolsas embaixo dos olhos. (4) 

Queda de cabelo

A condição estressante pode causar a queda dos fios capilares e desacelerar o crescimento dos cabelos. Isso acontece em razão da liberação do cortisol, que encurta a fase de crescimento capilar e promove a queda dos fios. Em relação à adrenalina, ocorre a vasoconstrição nas raízes dos cabelos mais fragilizados, impactando no crescimento dos fios.(4) 

Surgimento de Acne

Já percebeu que, em períodos mais estressantes, as acnes começam a aparecer com mais intensidade? Isso pode acontecer por dois fatores: um é o fato de que pessoas irritadas tendem a tocar o rosto com mais frequência; o outro fator está relacionado às flutuações hormonais causadas pelo excesso de irritação. (4) 

Obesidade

Pessoas que vivem estressadas têm a tendência de terem hábitos prejudiciais, como uma alimentação nada saudável e não praticar atividades físicas. Esses dois aspectos podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome metabólica, uma condição que abrange a pressão alta, alto nível de açúcar no sangue, excesso de gordura na barriga e níveis irregulares de triglicérides e colesterol, que podem aumentar o risco de obesidade central.(4)

Como vimos, o estresse aumenta a produção de cortisol. Esse hormônio está associado ao ganho de peso, levando o corpo a acumular gordura ao invés de eliminá-la. Isso ocorre por conta de uma proteína chamada de betatrofina, que bloqueia a enzima lipase triglicerídica adiposa, a responsável pela decomposição da gordura corporal. O estresse crônico estimula a produção de betatrofina, tornando-se um fator de risco para a obesidade. (4) 

Como reduzir o estresse?

Como vimos, a reação exagerada de estresse no organismo pode se tornar um fator de risco para diversos problemas. Embora um pouco de “emoção” seja essencial para a nossa sobrevivência, você pode aliviar o estresse realizando pelo menos uma atividade que apresentaremos a seguir. 

1) Meditação: tornar a meditação um hábito pode te ajudar a lidar melhor com as situações estressantes. A prática leva à diminuição, especificamente, dos níveis de cortisol, pressão arterial e frequência cardíaca. Para meditar, você pode tentar começar se concentrando na sua própria respiração, inspirando e expirando. (9) 

2) Terapia: expor os sentimentos para um profissional, conversar com pessoas de confiança sobre seus pensamentos, medos e sensações pode ser um alívio e te ajudar a voltar para um estado mais tranquilo. (1) 

3) Ioga: uma outra prática, além da meditação, que pode ajudar a reduzir o estresse, é a ioga, pois, quando praticada regularmente, reduz os níveis de cortisol e a pressão arterial. (9) 

4) Contato com a natureza: passar um tempo na natureza pode melhorar o humor, te deixar mais feliz e aumentar o bem-estar. Pesquisam revelam que o contato com a natureza pode reduzir o estresse, além dos sintomas de ansiedade e depressão. (9)

É importante sempre priorizarmos o nosso bem-estar e levarmos um estilo de vida mais saudável. O estresse pode acarretar consequências negativas para a nossa saúde, então, o ideal é ficar de olho, caso os sintomas passem a se tornar frequentes. A saúde mental importa!

Fontes:
  1. FILHO, Harry Correa. Riscos do estresse para o organismo: conheça os principais. Unicardio, 2020. Disponível em: <https://unicardio.com.br/artigos/consequencias-do-estresse-para-o-organismo/>. Acesso em 16 jul. 2021.
  2. ALEGRETTI, Laís. Coronavírus: 6 dicas da OMS para controlar o estresse e a ansiedade. BBC News Brasil, 2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-51959967>. Acesso em 16 jul. 2021.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Dicas de saúde – Estresse. 2012. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/253_estresse.html>. Acesso em 16 jul. 2021.
  4. VIDALE, Giulia. Os efeitos visíveis do stress. Veja, 2020. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/saude/os-efeitos-visiveis-do-stress/>. Acesso em 16 jul. 2021.
  5. O QUE é o estresse tóxico – e como ele pode afetar a saúde e o desenvolvimento das crianças. BBC News Brasil, 2018. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-42625980>. Acesso em 16 jul. 2021.
  6. STRESS afeta a memória e reduz o tamanho do cérebro, diz estudo. Veja, 2018. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/saude/stress-afeta-a-memoria-e-reduz-o-tamanho-do-cerebro-diz-estudo/>. Acesso em 16 jul. 2021.
  7. SANTOS, Maria Tereza. Ansiedade, estresse e cansaço aumentam o risco de Alzheimer. Veja Saúde, 2019. Disponível em: <https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/ansiedade-estresse-e-cansaco-aumentam-o-risco-de-alzheimer/>. Acesso em 16 jul. 2021.
  8. STRESS no trabalho aumenta em até 70% risco de problemas cardiovasculares em mulheres. Veja, 2012. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/saude/stress-no-trabalho-aumenta-em-ate-70-risco-de-problemas-cardiovasculares-em-mulheres/>. Acesso em 16 jul. 2021.
  9. DRAYER, Lisa. 12 maneiras naturais de reduzir o estresse na pandemia. CNN Brasil, 2021. Disponível em: <https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/04/07/12-maneiras-naturais-de-reduzir-o-estresse-na-pandemia>. Acesso em 16 jul. 2021.

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