O poder transformador da colaboratividade para o planeta

“Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo”. – Provérbio Africano. É com essa frase que você, provavelmente, já ouviu em algum lugar, que iniciamos uma reflexão sobre o poder da colaboratividade em transformar o mundo em um lugar melhor tanto para os seres humanos em suas individualidades quanto para a vivência em sociedade como isso é essencial para o planeta que queremos deixar para as próximas gerações
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“Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo”. – Provérbio Africano.

É com essa frase que você, provavelmente, já ouviu em algum lugar, que iniciamos uma reflexão sobre o poder da colaboratividade em transformar o mundo em um lugar melhor tanto para os seres humanos em suas individualidades quanto para a vivência em sociedade, como isso é essencial para o planeta que queremos deixar para as próximas gerações e qual o papel das empresas nessa transformação.

Se este é um assunto que é relevante e necessário para você, temos certeza que, ao final deste texto, ficará mais claro o quanto pequenas e imediatas mudanças podem gerar um impacto positivo no resultado que estamos buscando como sociedade.

“Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu apenas quem vence. De certa forma, termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas”. – Ayrton Senna.

De acordo com Gray (1989 apud MAFFIA, 2017),

“a colaboração ocorre quando um grupo de partes autônomas e interessadas em um determinado domínio de problema envolve-se em um processo interativo, compartilhando regras, normas e estruturas para atuar ou decidir sobre questões relacionadas a esse domínio”.(1)

Em um mundo cada vez mais conectado, nunca foi tão fácil se unir a pessoas e corporações que estão dispostas a fazer diferença positiva na sociedade e no planeta. Para isso, é preciso nos conhecermos como indivíduos e compreender o que queremos e como podemos nos movimentar para colaborar com aquilo que acreditamos ser necessário para a sociedade e nos unirmos àqueles que têm interesses parecidos com os nossos.

A cada ano, com a percepção de que é preciso transformar o mundo e a maneira como vivemos, mais e mais empresas se propõem a estarem alinhadas à agenda de desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU que devem ser cumprida até 2030. (2)

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ONU e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Esses objetivos tratam-se de um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todo o mundo, possam desfrutar de paz e de prosperidade. (3)

Alguns deles são: a erradicação da pobreza; promover a agricultura sustentável; garantir uma vida saudável e bem-estar para todos; acesso à educação inclusiva e de qualidade; igualdade de gênero; empoderamento feminino; disponibilizar água e saneamento básico para todo; promover crescimento econômico inclusivo e sustentável; reduzir desigualdades; combater a mudança climática e seus impactos; proteger a vida terrestre e na água; entre outros. (3)

Não podemos esperar que atitudes alinhadas a esses objetivos sejam tomadas apenas pelos órgãos públicos. É preciso incrementá-los em nossa rotina seja como indivíduos ou como corporações.

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Cultura colaborativa nas organizações

Empresas que já trabalham para impactar positivamente as comunidades a que pertencem têm algumas características em comum. O engajamento das lideranças nos processos é uma das mais marcantes. (2)

Como citamos, a colaboração pode ser entendida como um grupo de pessoas trabalhando em prol do mesmo objetivo. Para isso, é preciso que esse objetivo esteja muito claro em uma empresa.

Qual a missão daquela organização? Qual o propósito? Os valores? Como ela pretende transformar o mundo em um lugar melhor? Como cada pessoa ali pode fazer parte dessa transformação?

Fomentar um ambiente de diálogo e confiança é essencial para a construção de relações mais saudáveis e alinhadas com os objetivos da organização. Ao passo que os funcionários se sentem integrados à corporação e se dedicam à realização das suas atividades tendo em mente o porquê daquilo que estão fazendo, é possível oferecer a eles a chance de ampliar o horizonte de conhecimento e, como consequência, criar uma sensação de pertencimento. Colaboradores que percebem que suas opiniões estão contribuindo com a melhoria da empresa e que se sentem essenciais para que os objetivos dela sejam atingidos se tornam pessoas com mais autoestima. (4)

Não basta só ter funcionários que compactuem com a cultura e o propósito da empresa. É preciso ir além!

Fornecedores e parceiros precisam estar alinhados aos valores da organização e, por meio do diálogo, comunicação transparente, compartilhamento da informação e treinamentos, é possível deixar claro que eles são parte essencial de todo o ecossistema da empresa e sua função ali. Empresas precisam se unir para somar esforços, competências e talentos para realizarem projetos que possibilitem a sustentabilidade dos seus negócios. Assim, elas se unem para gerar transformações que vão impactar positivamente na sociedade. (2)

Economia colaborativa

Esse é um movimento que concretiza uma nova percepção do mundo. Aquele em que entendemos que, diante de problemas sociais e ambientais cada vez maiores e mais graves, o compartilhar deve substituir o acumular. Além de poder ser percebida como uma nova maneira de viver, a economia colaborativa também muda a maneira como fazemos negócios. Empresas como Uber e Airbnb são ótimos exemplos do que se trata a economia colaborativa. (5)

Com o avanço tecnológico e da internet, podemos perceber que a população global está assumindo um papel de poder social sem precedentes. (5)

Veja algumas boas práticas publicadas em um artigo no Portal Entrepreneur para implementar uma economia colaborativa:

– Mantenha custos fixos baixos;

– Em vez de reinventar a roda, procure-a em parceiros;

– Foque o relacionamento de longo prazo.

É preciso mudar a mentalidade por meio da conscientização e do incentivo às boas ações. Quando trabalhamos de maneira colaborativa, nos tornamos mais relevantes e impactamos a sociedade em prol de um objetivo que é nosso: o desenvolvimento sustentável. (2)

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Como podemos nos tornar pessoas mais colaborativas?

Se você refletir sobre cada um dos objetivos propostos pela ONU que listamos aqui, vai perceber que, com pequenas mudanças no seu dia a dia, é possível implantar hábitos que vão ao encontro deles:

– mudar a maneira como consome;

– melhorar a sua relação com a natureza;

– compartilhar conhecimento;

– trabalhar em prol da comunidade que está inserido, seja gerando empregos dignos ou atuando em projetos sociais;

– promover a paz e o respeito nas suas relações.

Viu? Conseguiríamos listar aqui outras inúmeras medidas que não são complexas e que podem (e devem) ser tomadas imediatamente.

Então, fica aqui um questionamento: como, de maneira colaborativa, você pode contribuir hoje para uma sociedade mais justa e sustentável?

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.” – Mahatma Gandhi

FONTES: 
  1. MAFFIA, Luciano F. C. Monti et al. Premissas e benefícios do modelo de gestão colaborativo em startups. Revista Brasileira de Gestão e Inovação, v. 6, n.1, p. 71-94, 2018.
  1. SCHAEFFER, Fabiana. Por uma sociedade mais colaborativa. Meio & Mensagem, 2019. Disponível em <https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2019/12/18/por-uma-sociedade-mais-colaborativa.html>. Acesso em 27 set. 2020.
  1. Sobre o nosso trabalho para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Nações Unidas Brasil. Disponível em<https://brasil.un.org/pt-br/sdgs>. Acesso em 27 set. 2020.
  1. Veja dicas de como implantar a cultura colaborativa no ambiente empresarial. IBC – Instituto Brasileiro de Coaching, 2019. Disponível em <https://www.ibccoaching.com.br/portal/veja-dicas-como-implantar-cultura-colaborativa-ambiente-empresarial/>. Acesso em 27 set. 2020.
  1. Conheça as vantagens da economia colaborativa. SEBRAE. Disponível em <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/artigosCoperacao/economia-colaborativa-a-tendencia-que-esta-mudando-o-mercado,49115f4cc443b510VgnVCM1000004c00210aRCRD>. Acesso em 27 set. 2020.

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