Ômega 3 pode ser coadjuvante no tratamento do câncer de mama

Já reparou que a cor rosa está em todos os lugares? Nas luzes, fachadas, cartazes e até na internet? Isso porque estamos no “Outubro Rosa”, que é uma campanha criada para conscientizar as mulheres sobre o câncer de mama. Este tipo de câncer é o mais comum entre as mulheres e, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil, a cada ano aparecem 60 mil novos casos da doença! A boa notícia é que os pesquisadores estão estudando a relação entre o câncer de mama e o ômega 3. Alguns estudos ainda estão em andamento, mas os resultados estão sendo bem promissores!
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Já reparou que a cor rosa está em todos os lugares? Nas luzes, fachadas, cartazes e até na internet? Isso porque estamos no “Outubro Rosa”, que é uma campanha criada para conscientizar as mulheres sobre o câncer de mama.

Este tipo de câncer é o mais comum entre as mulheres e, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil, a cada ano aparecem 60 mil novos casos da doença!

A boa notícia é que os pesquisadores estão estudando a relação entre o câncer de mama e o ômega 3. Alguns estudos ainda estão em andamento, mas os resultados estão sendo bem promissores!

 

Saiba mais:

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Pesquisadores da Universidade do Kansas, (EUA), estudaram mulheres que ingeriram altas quantidades de ácidos graxos ômega 3 EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenóico) em relação ao ômega 6.

Eles descobriram que elas apresentaram risco reduzido de câncer de mama em comparação com aquelas cujo nível de ômega 3 era baixo.

Os pesquisadores acreditam que se o aumento de EPA e DHA em relação ao ômega 6 for efetivo na redução do risco de câncer de mama, isso pode ser explicado pelos seguintes fatores:

– Redução de derivados lipídicos pró-inflamatórios;

– Inibição da produção de citocinas induzidas pelo fator nuclear;

– Diminuição da sinalização do receptor do fator de crescimento como resultado da alteração na membrana lipídicas.

Ensaios iniciais com biomarcadores de risco ou incidência de câncer ainda estão em andamento, e os resultados finais desses ensaios estão atualmente indisponíveis.

Mas a suplementação de EPA e DHA também está sendo estudada como uma alternativa para prevenir ou aliviar problemas comuns após um diagnóstico de câncer de mama, incluindo disfunção cardíaca e cognitiva e neuropatia periférica induzida por quimioterapia.

 

Qual ômega é melhor?

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Estudos  da Universidade de Guelph, em Ontário, Canadá, mostraram que certos tipos de ômega 3 podem ser mais eficazes que outros para o tratamento do câncer de mama.

Segundo os pesquisadores, o ômega 3 dos peixes é até oito vezes mais eficaz que o ômega 3 a base de plantas para ajudar a prevenir o desenvolvimento desse tipo de tumor.

 

Como foi feito o estudo?

Existem dois tipos de ácidos graxos ômega 3 encontrados no óleo de peixe: um é o EPA (ácido eicosapentaenoico) e o outro é o DHA (ácido docosahexaenóico). O terceiro tipo de ômega 3 é o ácido linoleico a base de plantas (ALA), encontrado na semente de linhaça, por exemplo.

Durante o estudo, os pesquisadores compararam os efeitos desses três tipos de ômega 3 no desenvolvimento do tumor de mama em camundongos (criados para desenvolver esta doença).

Cada camundongo foi exposto a um dos três tipos de ômega 3 de antes do nascimento, o que permitiu aos pesquisadores ter uma ideia melhor de como os ácidos graxos afetam o desenvolvimento do tumor.

A equipe descobriu que camundongos expostos ao ômega 3 derivado de óleo de peixe EPA e DHA experimentaram uma redução de 60 a 70% no tamanho do tumor, bem como uma redução de 30% no número de tumores de mama.

As mesmas doses de ALA a base de plantas não tiveram o mesmo impacto contra tumores de câncer de mama como EPA e DHA. Para obter o mesmo efeito, os ratos tiveram que ser expostos a doses muito mais altas de ALA.

No geral, a equipe descobriu que EPA e DHA foram oito vezes mais eficazes na prevenção do desenvolvimento de tumores de câncer de mama do que ALA.

 

Melhora também na recorrência

Estudos feitos na Universidade da Califórnia (EUA), observaram uma relação importante entre a recorrência do câncer de mama e os ácidos graxos EPA e DHA.

Os pesquisadores descobriram que uma maior ingestão de EPA e DHA foi associada com uma redução de 25% na recorrência do câncer de mama, além de melhorar a mortalidade geral em mulheres com câncer de mama em estágio inicial.

De acordo com os estudos, uma razão para isso pode ser o aumento de alguns tipos de citotoxicidade quimioterapêutica, que têm sido relatados com a administração concomitante de DHA com antraciclinas.

Esta maior citotoxicidade resulta na alteração das membranas lipídicas da célula, o que aumenta o agrupamento do receptor de morte das células de câncer da mama tratadas com EPA e DHA

A importância da prevenção!

Quando diagnosticado no início, as chances de cura do câncer de mama são de 95%. Por isso é muito importante que as mulheres realizem o autoexame e façam visitas regulares ao ginecologista.

O médico poderá fazer o exame clínico e solicitar exames de imagem, que poderão detectar qualquer alteração nas mamas.

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Referências
Fabian, C. J., Kimler, B. F., &Hursting, S. D. (2015). Omega-3 fattyacids for breastcancerpreventionandsurvivorship. BreastCancerResearch, 17(1).
Patterson, R. E., Flatt, S. W., Newman, V. A., Natarajan, L., Rock, C. L., Thomson, C. A., … Pierce, J. P. (2010). Marine FattyAcidIntakeIs Associated withBreastCancerPrognosis. The JournalofNutrition, 141(2), 201–206.

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