Setembro Amarelo: a importância de falar e prevenir o suicídio

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Setembro amarelo

Realizada desde 2014, a campanha do Setembro Amarelo, que tem como propósito abordar e conscientizar a população sobre a prevenção ao suicídio, tem ganhado, cada vez mais, voz e espaço nas discussões sobre saúde mental ano a ano.

E não é por menos, somente no Brasil, anualmente, são registrados mais de 13 mil suicídios, sendo que um grande ponto de atenção é que o número de jovens dentro desses casos está cada vez maior. Uma triste realidade que está diretamente relacionada a transtornos mentais. (1)

Nesta publicação, traremos luz sobre esse assunto, daremos algumas dicas de como identificar alguém com comportamentos suicidas e, também, como agir diariamente em prol da saúde mental. 

Falar sobre suicídio é o melhor caminho!

Um assunto pesado, delicado e que, infelizmente, ainda é um grande tabu e, muitas vezes, vai ficando debaixo do tapete, intocável. Porém, não falar sobre suicídio não faz o problema desaparecer, pelo contrário.

Grande problema de saúde pública no mundo todo, o suicídio pode ser definido como um ato deliberado executado pela própria pessoa em que a intenção é a morte que, mesmo sendo ambivalente, utiliza de um meio que acredita ser letal de maneira consciente e intencional para tirar a própria vida. (2)

Pensamentos, planos e tentativa de suicídio são o que chamamos de comportamentos suicidas e, assustadoramente, um dado de 2005 mostrava que 17% das pessoas no Brasil já apresentaram, em algum momento, pensamentos sobre tirar a própria vida. É muito alarmante! (2)

Não é um tema que possa ser tratado de maneira simplista, pois o suicídio é um fenômeno multifatorial, resultado de inúmeros fatores psicológicos, biológicos, socioambientais e culturais. Trata-se de uma série de situações que se acumulam durante a vida e história de uma pessoa em que a morte é como se fosse o final de um processo. (2)

Repleto de preconceitos, estigmas e estereótipos, diariamente, precisamos desconstruir ideias preconcebidas sobre o tema suicídio e abordá-lo de maneira mais assertiva e como realmente deve ser. Isso porque a vergonha de ser julgado e falar sobre o que está sentindo e os próprios pensamentos são uns dos fatores que mais dificultam a detecção e, consequentemente, a prevenção ao suicídio. (2)

Como reconhecer fatores de risco?

O principal deles é a tentativa prévia de suicídio. Pessoas que já tentaram tirar a própria vida têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar fazer isso novamente.

Como adiantamos no início do texto, os transtornos mentais estão diretamente relacionados à tentativa de suicídio. Por isso, eles são o segundo principal fator de risco. Entre os principais deles estão a depressão, o transtorno bipolar e o abuso de drogas e álcool. (1)

Outros sinais que devemos observar com atenção: (2)

  • Sentimentos de desesperança, desamparo e desespero somados ao abuso de substâncias e comportamentos impulsivos são uma combinação letal;
  • Humor depressivo, problemas emocionais, familiares e sociais;
  • Histórico de transtorno psiquiátrico na família;
  • Histórico de abuso físico e sexual na infância;
  • Existência de enfermidades degenerativas e dolorosas;
  • Sensação de ser um peso na vida das pessoas (esse fator ocorre muito em idosos);
  • Conflitos em torno da identidade sexual;
  • Histórico familiar de suicídio ou tentativa de suicídio;
  • Fatores sociais, como: desemprego e problemas financeiros;
  • Solidão, entre outros.

Quando nos deparamos com um indivíduo com comportamentos suicidas, o primeiro passo é passar por uma avaliação clínica e coleta de dados sobre o caso. O diagnóstico não é fácil e deve ser feito por profissionais qualificados, que precisam fazer a pessoa se sentir acolhida, não julgada, valorizada e fortalecer os vínculos com ela. Quase 100% das pessoas que tiraram a própria vida tinham transtornos mentais que, em grande parte das vezes, não foram diagnosticados e tratados. Há uma estimativa de que entre 50% e 60% das pessoas que se suicidaram nunca foram a um profissional de saúde mental. (2)

Devemos estar atentos a nós mesmos e às pessoas que vivem ao nosso redor para poder enxergar um risco. Assim, podemos estabelecer conversas acolhedoras, dar atenção à elas, ouví-las, não julgá-las, estender as mãos e verificar se é possível obter ajuda profissional.(3)

Se você, que está lendo esse texto, está passando por um momento difícil, não consegue fazer planos para o futuro, questiona se vale a pena viver a vida e acredita que a morte é bem-vinda, não guarde esses sentimentos. Compartilhe-os com alguém que confie e busque ajuda. Você não está sozinho! 

Fortalecer a saúde mental todos os dias!

Diariamente, devemos priorizar a saúde mental e observar como os desafios e acontecimentos estão nos afetando e dificultando a nossa qualidade de vida. A prevenção é o melhor caminho para combater os pensamentos e comportamentos suicidas. Por isso, além de buscar ajuda profissional para cuidar dessas questões da maneira correta, existem hábitos diários que fortalecem o autocuidado e amor próprio e que nos ajudam a desacelerar e a reorganizar os pensamentos.

Pensando nisso, listamos alguns hábitos que você pode mudar ou reforçar desde já:

  • Cuidar da alimentação; (4)
  • Dormir bem; (4)
  • Envolver-se mais com amigos e familiares que te fazem bem; (4)
  • Praticar atividades físicas regularmente; (4)
  • Praticar a meditação; (4)
  • Buscar práticas alternativas, como acupuntura, aromaterapia e outras; (4)
  • Pedir ajuda quando sentir que não vai dar conta de tudo sozinho; (4)
  • Fazer pausas e valorizar os momentos de lazer; (4)
  • Consumir conteúdos que te façam bem e evitar aqueles que te afetam; (4)
  • Fazer planos de vida; (5)
  • Fortalecer a espiritualidade e outros. (5)

Toda vida vale a pena!

Fonte: 
  1. ASSOICIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRA (ABP); CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM); ASOCIACIÓN PSIQUÁTRICA DE AMÉRICA LATINA (APAL). Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio. , [s.d.]. Página inicial. Disponível em: <https://www.setembroamarelo.com>. Acesso em 14 set. 2021.
  2. ASSOICIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRA (ABP); CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM). Suicídio: informando para prevenir, 2014. Disponível em: <http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=14#page/6>. Acesso em 14 set. 2021.
  3. SETEMBRO Amarelo: como conversar com alguém que está pensando em suicídio. BBC News Brasil, 2019. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49639644>. Acesso em 14 set. 2021.
  4. DIAS, Fernando Coelho. Hábitos saudáveis. CIPAS. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/saudemental/habitos-saudaveis/>. Acesso em 14 set. 2021.
  5. 14 maneiras de ajudar alguém que tem pensamentos suicidas. IstoÉ, 2020. Disponível em: <https://istoe.com.br/14-maneiras-de-ajudar-alguem-que-tem-pensamentos-suicidas/>. Acesso em 14 set. 2021.

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