O homem e a saúde: é preciso cuidar para viver melhor!

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Ter ou não saúde quase sempre é consequência das escolhas e hábitos de vida. Quando agimos de modo saudável, alcançamos cada vez mais uma condição de bem-estar e envelhecemos muito melhor. No entanto, os homens costumam dar menos atenção à saúde e são a minoria em consultórios médicos. (1)

A grande parte deles só procuram atendimento de saúde quando chegam ao limite e isso é muito preocupante. Talvez esse cenário seja uma das causas que explique a estatística de que os homens vivem, em média, 7,2 anos a menos que as mulheres. (1,2)

Entendendo a urgência da conscientização do tema, hoje vamos falar sobre a saúde do homem e o que eles devem fazer para começar os cuidados consigo mesmos e ultrapassar as barreiras sociais, promovendo uma melhora na qualidade de vida dessa população e mais longevidade. Continue a leitura!

Por que os homens são mais resistentes na hora de cuidar da saúde?

Os motivos podem ser vários, desde questões culturais, desconhecimento das políticas destinadas a eles e até a abordagem de como são atendidos. A formação da masculinidade foi conduzida por um processo histórico no qual os homens apresentavam uma supremacia, percebendo-se como seres não vulneráveis e reprimindo suas emoções. Com isso, a masculinidade se tornou sinônimo de virilidade e as preocupações com a saúde foram cada vez mais ignoradas. (3)

Um fato é que os homens têm dificuldade em reconhecer suas necessidades e deixam de lado a possibilidade de adoecerem. Em nossa sociedade, o “cuidado” é um papel considerado feminino e, desde cedo, as mulheres são educadas para desempenharem e se responsabilizarem por essa função. (4)

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), criada pelo Ministério da Saúde em 2009, declara que, além da dificuldade em admitir que precisam de cuidados, a maioria deles mascaram sua fragilidade, por considerar que seja “coisa de mulher”. (3)

Apesar da socialização que considera o masculino como “sexo forte”, a realidade, na prática, é bem diferente. Os homens nascem mais, mas também morrem mais. Felizmente, hoje, a atenção à saúde do homem vem sendo colocada em pauta dos debates e efetivadas em políticas, possibilitando uma maior conscientização e aumentando a qualidade de vida desse grupo. (5)

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As principais doenças que acometem os homens 

A PNAISH evidencia os principais fatores de morbimortalidade entre os homens. De acordo com essa política, as causas de mortalidade mais comuns são: (4)

  • Causas externas de morbidade e mortalidade: acidentes de transporte, lesões autoprovocadas voluntariamente, homicídios, acidentes domésticos e agressões;
  • Doenças do aparelho circulatório: coronarianas (que atingem o coração) e a hipertensão arterial;
  • Neoplasias: tumores que surgem nos aparelhos digestivo, respiratório (como traquéia, brônquio, laringe e pulmão) e urinário, exemplo do câncer de próstata;
  • Doenças do aparelho digestivo: câncer de esôfago, de estômago, na boca, no cólon.

Outros sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e laboratoriais e algumas doenças infecciosas e parasitárias também estão entre as principais doenças que atingem os homens. (6)

Por onde começar os cuidados com a saúde do homem?

Primeiro, desconstruir a ideia de que homem é super-herói e que não precisa cuidar da saúde. Muitas vezes, essa ideia errônea leva os homens a descobrirem as doenças já em estágio avançado, prejudicando o processo de cura. Por isso, é necessário chamar a atenção para o autocuidado. (7)

Em segundo lugar, é essencial a adoção de hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos regularmente e ir em busca de uma alimentação balanceada. Além disso, alguns exames também devem fazer parte da rotina dos homens e estar sempre atentos aos sinais que o próprio corpo envia. O cuidado deve ser diário, através de mudanças de hábitos alimentares, com menos alimentos gordurosos e ultra processados, por exemplo. Evitar comportamentos de risco é a chave para uma vida mais longa e saudável! (1)

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4 atitudes que os homens devem tomar para cuidar da saúde 

Não sabe por onde começar? Nós separamos quatro atitudes que podem fazer a diferença e contribuir para o cuidado da saúde do homem. Olha só:

  1. Moderar no consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo: esses hábitos podem levar a uma série de disfunções metabólicas, além de atingir em cheio o sistema nervoso e sobrecarregar os rins e o fígado; (2)
  2. Conversar: é muito mais do que jogar conversa fora. Os homens também precisam cuidar da sua saúde mental, por isso, ao compartilhar os problemas e preocupações com sua (seu) parceira (o), familiares, amigos e profissionais da saúde, ele contribui para o cuidado com a saúde mental. (8)
  3. Se alimentar bem: uma boa nutrição está relacionada a mais disposição, concentração, imunidade e prevenção de doenças. Quando não conseguimos atingir a quantidade necessária de algum nutriente específico, como o ômega 3, podemos contar com a suplementaçã (2) Quer saber mais sobre a importância da nutrição para a sua saúde? Clique aqui.
  4. Realizar práticas esportivas: manter o corpo em movimento faz bem e proporciona a sensação de bem-estar através da liberação dos “hormônios da felicidade” – dopamina, serotonina, endorfina e outros-, além de ajudar a regular as funções do organismo. (2) Quando aliamos os exercícios físicos a uma atitude mental positiva, adquirimos muitos benefícios.

Para concluir, vamos relembrar: homens, vocês não são super-heróis. É preciso cuidar para viver melhor! 

Fontes:
  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Saúde do homem: prevenção é fundamental para uma vida saudável. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/saude-do-homem-prevencao-e-fundamental-para-uma-vida-saudavel-2/>. Acesso em 30 mai. 2022.
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA ONCOLÓGICA. Cuidados com a saúde do homem. 2021. Disponível em: <https://sbco.org.br/cuidados-com-a-saude-do-homem/>. Acesso em 30 mai. 2022.
  3. CAVALCANTI, Joseane da R. Dantas et al. Assistência Integral à Saúde do Homem: necessidades, obstáculos e estratégias de enfrentamento. Escola Ana Nery Revista de Enfermagem, v. 18, n. 4, p. 628-634, 2014. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/ean/a/788Rdv7GTmx8TNyPxXQ8BDB/?lang=pt&format=pdf>. Acesso em 30 mai. 2022.
  4. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Princípios e Diretrizes). 2008. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_homem.pdf>. Acesso em 30 mai. 2022.
  5. ALVES, Fábia Pottes. Saúde do homem: ações integradas na atenção básica. Ed. Universitária da UFPE, 2016. Disponível em: <https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/9259/1/livro_saude_homem.pdf>. Acesso em 30 mai. 2022.
  6. SCHWARZ, Eduardo et al. Política de Saúde do Homem. Rev. Saúde Pública, v. 46, p. 108-116, 2012. Disponível em: <https://www.scielosp.org/article/rsp/2012.v46suppl1/108-116/>. Acesso em 30 mai. 2022.
  7. BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Quais estratégias podem ser adotadas para promover adesão ao programa saúde do homem. 2021. Disponível em: <https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-estrategias-podem-ser-adotadas-para-promover-adesao-ao-programa-saude-do-homem/>. Acesso em 30 mai. 2022.
  8. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim temático da biblioteca do Ministério da Saúde: Saúde do Homem. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/boletim_tematico/saude_homem_novembro_2021.pdf>. Acesso em 30 mai. 2022.

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