Ômega 3: qual a importância para gestantes?

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ômega 3 e gestação

Os cuidados com a saúde devem estar presentes em todas as fases da vida, mas algumas, em especial, requerem mais atenção, como a gestação. O ômega 3 é um nutriente que pode ser aliado das mamães nessas fases que passam a ser cruciais em sua vida: gravidez, amamentação e a própria saúde do recém-nascido.

Mulheres gestantes precisam cuidar de si e dos pequenos que estão a caminho. Estes pequeninos seres chegam ao mundo tão indefesos que precisam dos cuidados da mãe desde o ventre para que tenham um nascimento seguro e um desenvolvimento saudável.

Ao longo da gravidez, a mulher possui diferentes necessidades nutricionais. O pré-natal é fundamental nesta fase, pois o acompanhamento mensal garante que todos os cuidados serão tomados.

Além de explicarmos sobre os benefícios do ômega 3, vamos mostrar qual o melhor tipo de ômega 3 para o consumo durante o período de gestação.

Ômega 3

Famoso no mundo e citado diversas vezes aqui no blog, já que suas funções são tão benéficas a saúde, o ômega 3 são ácidos graxos essenciais que não são fabricados pelo nosso organismo. Por ser fundamental à nossa saúde, precisamos garantir a ingestão dele através de alimentos e suplementos no dia a dia.(1)  

Entre os benefícios mais conhecidos e relevantes, podemos citar: fortalecimento da memória, concentração e funções cognitivas, melhora no quadro de doenças cardiovasculares e obesidade.(2)

Todos esses benefícios já foram amplamente estudados por médicos e cientistas. O que está na mira dos pesquisadores mais recentemente é como esse nutriente pode auxiliar a mulher durante a gestação e no período pós parto.(3)

Nem todos sabem, mas existem tipos de gorduras diferentes que são classificadas como ômega 3. O que as tornam diferentes entre si são formas e tamanhos. Entre as mais importantes estão: (alfa-linolênico – ALA, eicosapentaenoico – EPA e docosahexaenoico – DHA).(4)

Imagem Ilustrativa

Ômega 3 na gravidez

A boa alimentação é o ponto de partida para uma gravidez saudável. A deficiência de nutrientes pode trazer uma série de complicações como diabetes gestacional, má-formação fetal, nascimento prematuro e até mesmo complicações durante a infância e vida adulta. (5)

Pesquisas também mostraram que o ômega 3 ajuda a prolongar gestações de alto risco, auxilia no desenvolvimento do peso e tamanho do feto, imunidade, formação das funções visuais, além de ajudar na parte cognitiva como coordenação, atenção, resolução de problemas e processamento de informações.(3)

As melhores fontes para consumo de ômega 3 são: peixes , semente e óleo de linhaça e a semente de chia. (2) O ideal é que a substância seja consumida de peixe de águas frias e profundas, como a pescada branca. No Brasil, os peixes são considerados “pobres” em ômega 3 pois não temos as mesmas algas de que se alimentam os peixes de outros lugares do mundo. (6)

O cuidado na ingestão de peixes durante a gravidez é muito importante. Em 2004, a US Food and Drug Administration (FDA) emitiu um alerta para que mulheres grávidas ficassem atentas e limitassem o consumo de peixe a no máximo 340 g por semana. (7) Isso porque algumas espécies oferecem alto risco de intoxicação por metais pesados como o mercúrio. (8) 

Imagem Ilustrativa

Qual ômega 3 é indicado para gestantes?

Pesquisas apontaram que o DHA é considerado como o principal tipo de ômega 3 por proporcionar benefícios para a saúde, como desenvolvimento do cérebro e da retina do bebê. (4)

Durante a amamentação, a mulher continua sendo fonte de nutrientes para o filho e, por muitos meses, o leite materno é o único alimento que ele recebe. O DHA, que podemos chamar popularmente de “a gordura boa do ômega 3”, é incorporado na composição cerebral até os dois primeiros anos de vida. O consumo da substância pela mãe é essencial para formação da massa cinzenta e sistema nervoso central, que vai auxiliar na capacidade de aprendizagem e memorização das crianças. (6)

Estudos já mostraram que crianças que receberam a quantidade adequada de DHA desde a gestação apresentaram desempenho cognitivo melhor e aumentaram em até 6 pontos seu QI. Os benefícios para as crianças são tão relevantes que, nos Estados Unidos, Europa e Chile, já existem programas na rede de saúde pública para suplementação de ômega 3 para gestantes e lactantes. (1)

Outro fator muito relevante sobre o ômega 3 por mulheres na maternidade é a associação que seu uso tem com a temida depressão pós-parto. Pesquisas apontaram indícios de que, muito provavelmente, durante a gestação, o DHA é liberado do cérebro da mãe para o feto e isso contribui para o desenvolvimento da depressão pós-parto. (4)

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Connecticut analisou hábitos alimentares de 52 mulheres. Os especialistas acompanharam as mães e sua situação emocional usando uma escala de depressão pós-parto, criada pela universidade. O que foi observado é que o grupo de mulheres que recebeu a substância foi menos propenso a desenvolver sintomas relacionados a ansiedade e depressão. (9)

Cada vez mais surgem pesquisas e estudos evidenciando os benefícios do ômega 3 para gestantes. A substância definitivamente é uma grande aliada para uma gestação mais saudável. Segundo especialistas, é difícil obter as quantidades necessários de ômega 3 apenas com a alimentação, por isso, é tão importante usar os suplementos com as doses adequadas para cada mulher, em cada fase da sua vida. (8) Importante ressaltar que o uso de suplementos deve ser sempre acompanhado por orientação de profissionais de confiança, garantindo, assim, não só a saúde, mas também segurança e bem-estar neste momento tão único na vida de uma mulher.

Fontes:
  1. ROSA, Mariana da. Estudos mostram importância da manutenção de índices adequados de DHA para grávidas e lactantes. SPRS – Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. Disponível em <https://www.sprs.com.br/sprs2013/noticias/detalhe.php?id=23&detalhe=360>. Acesso em 16 abr. 2021.
  2. ÔMEGA 3 pode diminuir risco de parto prematuro. Crescer, 2018. Disponível em <https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Alimentacao/noticia/2018/11/omega-3-pode-diminuir-risco-de-parto-prematuro.html>. Acesso em 16 abr. 2021.
  3. PRIMEIRO consenso aponta benefícios do DHA durante gestação, lactação e infância. Instituto Assaly. Disponível em <https://institutoassaly.com.br/blog/primeiro-consenso-aponta-beneficios-do-dha-durante-gestacao-lactacao-e-infancia/>. Acesso em 16 abr. 2021.
  4. MARQUES, Mariana B. da Costa; LEÃO, Paulo R. Dutra; JÚNIOR, Oacir Monteiro da Silva. Femina, v. 46, n. 1, p. 54-58, 2018. Disponível em <http://docs.bvsalud.org/biblioref/2020/02/1050103/femina-2018-461-54-58.pdf>. Acesso em 16 abr. 2021.
  5. BRITO, Walkiria Silva de Brito; PASSOS, Xisto Sena; MAIA, Yara Lúcia Marques. RRS-FESGO, v. 2, n. 3, p. 111-116, 2019. Disponível em <http://periodicos.estacio.br/index.php/rrsfesgo/article/viewFile/7191/47966163>. Acesso em 16 abr. 2021.
  6. TUDO que a mamãe precisa saber sobre o ômega 3 da gestação ao aleitamento. Abiad, 2019. Disponível em <https://abiad.org.br/pb/tudo-que-a-mamae-precisa-saber-sobre-o-omega-3-da-gestacao-ao-aleitamento/>. Acesso em 16 abr. 2021.
  7. MAGALHÃES, Dulce Marlene O. De. Ácidos gordos ómega-3 na gravidez. 2012. 28 f. Revisão temática – Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, Universidade do Porto, Porto, 2012.https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/68771/2/39793.pdf>. Acesso em 16 abr. 2021.
  8. NOGUEIRA-DE-ALMEIDA, Carlos Alberto; PIMENTAL, Carolina; FONSECA; Eduardo Borges da. Além da Nutrição – O impacto da nutrição materna na saúde das futuras gerações. São Paulo, 2019, 1ª edição. Disponível em <http://abran.org.br/new/wp-content/uploads/2019/08/ALEM_DA_NUTRICAO.pdf>. Acesso em 16 abr. 2021.
  9. CONSUMO de ômega-3 reduz risco de depressão pós-parto. Veja, 2011. Disponível em <https://veja.abril.com.br/saude/consumo-de-omega-3-reduz-risco-de-depressao-pos-parto/>. Acesso em 16 abr. 2021.

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