Sistema digestório e imunidade: qual a relação?

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Sistema digestório e imunidade

Estamos acostumados a pensar que o trato gastrointestinal serve apenas para digestão e absorção dos alimentos, mas na realidade, ele também tem ligação com o bom funcionamento do sistema imunológico, sabia? Nesse texto, vamos abordar como o intestino faz para ser um ótimo aliado para a imunidade, doenças que podem aparecer quando o intestino não está regulado e também vamos deixar algumas curiosidades interessantes sobre esse órgão tão importante.

Intestino x sistema imunológico: qual é a relação?

Como citamos acima, temos um pensamento errado a respeito do nosso intestino. Além de ter como função absorver alimentos, é no intestino que está alojada a maior coleção de células imunes do corpo. Essas células estão em plena atividade e ficam localizadas exatamente na mucosa do intestino. (1)

Para entendermos melhor essa relação do intestino com o sistema imune, precisamos falar sobre a microbiota intestinal. Contendo mais de 100 trilhões de bactérias comensais de 1200 espécies diferentes, elas são super importantes para a saúde humana. Além de facilitar o metabolismo dos nutrientes e a resistência ao aparecimento de patologias, elas também promovem a integridade das células epiteliais, além de auxiliarem no desenvolvimento do sistema imunológico. (1,2)

Essa relação entre a microbiota intestinal e o sistema imune é tão essencial que acaba dando uma resposta imune a doenças em órgãos além do intestino, como o trato urinário e o pulmão, por exemplo. Por isso, quando há alguma perturbação na diversidade, quantidade e estrutura das comunidades comensais intestinais, há chances do surgimento de doenças infecciosas e imunomediadas. (2)

É importante ressaltar que a microbiota intestinal pode ser um alvo terapêutico provável na prevenção e no tratamento de doenças infecciosas. (2)

Imagem Ilustrativa

Fatos que você provavelmente não sabe sobre o intestino

Considerado “o segundo cérebro do corpo”, o intestino é um sistema nervoso autônomo. Resumidamente, ele consegue funcionar sozinho sem que o cérebro fale o que ele precisa fazer. Fora isso, há mais algumas outras curiosidades interessantes sobre ele:

– Além de comida, por volta de 50% das fezes são bactérias. (5)

– 70% das células do nosso sistema imunológico estão no intestino. (5)

– O intestino está ligado ao nosso nível de estresse: se a pessoa tem algum tipo de problema intestinal, é importante verificar qual é o nível de estresse que ela está passando. (5)

– Quanto mais variada for a sua alimentação, mais variados serão as bactérias no intestino: isso é ótimo porque eles são fundamentais para o bom funcionamento do organismo, então, capriche na dieta! (5)

Quais doenças podem aparecer quando há perturbações no intestino?

Aproveitando o assunto, quando há perturbações no intestino, algumas doenças podem aparecer. Um bom exemplo é quando acontece um desequilíbrio na flora intestinal. Essa situação pode desencadear também uma instabilidade no trato intestinal e fazer com que mulheres fiquem predispostas a ter problemas como candidíase e vaginose. (2)

Nessas situações, muitas vezes, é usada a terapia antimicrobiana. Embora ela seja eficaz, quando é utilizada de forma repetitiva, pode fazer com que haja um aumento da resistência microbiana aos medicamentos, levando a recorrência da infecção. Então, muitas vezes, é indicado o uso de probióticos, para que essa relação intestino x sistema imunológico de reestabeleça, contribuindo para a prevenção de possíveis doenças vaginais. (2)

Fora isso, outra doenças podem aparecer quando há desequilíbrio intestinal são:(3)

– Obesidade;

– Diabetes;

– Doenças cardiovasculares;

– Doença de Crohn;

– Depressão e ansiedade.

Vale lembrar que a dieta é um fator muito importante para que a microbiota intestinal consiga se desenvolver bem. Então, se existe um desequilíbrio na alimentação, isso pode afetar diretamente a microbiota, fazendo com que doenças apareçam. (3)

Imagem Ilustrativa

Alimentação x imunidade: qual a relação?

Sabe aquela frase: você é o que você come? Ela é a mais pura verdade. É indispensável ingerir alimentos que vão estimular a produção de glóbulos brancos, que estão diretamente ligados à defesa do organismo humano. (4)

Fontes de proteína, tanto animal quanto vegetal, são essenciais para o corpo porque possuem ácido fólico, que ajuda na formação dos glóbulos brancos. Bons exemplos são: ovos; carne vermelha; feijão; grão-de-bico; leite; lentilha; ervilha e soja.(4)

O ácido fólico também pode ser encontrado em vegetais como brócolis, espinafre, couve e rúcula. (4)

Alimentos ricos em zinco como cereais integrais, castanhas, frutos do mar e sementes também são ótimas opções por gerar resistência nas células contra possíveis invasores externos. (4)

Existe um cogumelo, o shitake, que é rico em lentinan, uma substância que favorece a produção de linfócitos e magrófagos, que pode possibilitar a melhora da imunidade. (4)

A vitamina E, presente em alimentos como nozes, castanhas e amêndoas, é uma ótima opção para auxiliar no combate aos radicais livres. (4)

Acima, citamos o ácido fólico. Ele, juntamente com a vitamina A, vitaminas do complexo B e C, podem auxiliar na maturação de células imunes para gerar resistência às infecções. (4)

Outros alimentos que podem auxiliar na imunidade são: alho; gengibre; cebola e probióticos (kombuchá, alimentos fermentados e iogurtes). (4)

Mas não é só de boa alimentação que conseguimos ter uma boa imunidade e isso também não acontece de uma hora pra outra. É algo que é construído com tempo, adotando bons hábitos como boas horas de sono, exercícios físicos, hidratação adequada e ausência de vícios. (4)

Agora que sabemos como o intestino é essencial para a saúde do nosso sistema imunológico, é muito importante nos alimentarmos bem e adotarmos hábitos de vida saudáveis para que ele se mantenha em pleno funcionamento. Um intestino saudável é sinônimo de saúde.

Antes de adotar qualquer tipo de dieta, é importante procurar auxílio médico para que ele consiga entender quais são as suas necessidades e te orientar da melhor forma possível.

Fontes:
  1. FARIA, Ana Caetano. O intestino e o sistema imune. SBI, Sociedade Brasileira de Imunologia, 2019. Disponível em <https://sbi.org.br/2019/04/29/o-intestino-e-o-sistema-imune/#:~:text=Estamos%20acostumados%20com%20a%20ideia,atividade%20cont%C3%ADnua%2C%20intensa%20e%20silenciosa.>. Acesso 16 mar 2021.
  2. PEDRINOLA, Filippo. Qual é a relação entre microbiota e sistema imunológica. Portal PebMed, 2018. Disponível em <https://pebmed.com.br/qual-e-a-relacao-entre-microbiota-e-sistema-imunologico/>. Acesso 16 mar 2021.
  3. GONÇALVES, Mara Andreia Pereira. Microbiota – implicações na imunidade e no metabolismo. Porto. 53 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Farmacêuticas) – Universidade Fernando Pessoa. Porto, 2014. Disponível em <https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/4516/1/PPG_21951.pdf>. Acesso 16 mar 2021.
  4. DINIZ, Lucília. Alimentação e imunidade. Veja, 2020. Disponível em <https://veja.abril.com.br/blog/coluna-da-lucilia/alimentacao-e-imunidade/>. Acesso 16 mar 2021.
  5. POR QUE o intestino é considerado nosso ‘2º cérebro’ e outros 5 fatos surpreendentes sobre órgão. BBC News Brasil, 2018. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/geral-45664504>. Acesso 16 mar 2021.

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